O último homem
"Um homem se sentava diante de sua mesa de jantar, uma mesa revestida por um plastico com estampa de flores e um fundo de algodão. O homem batia os dedos na mesa sem ritmo pré-meditado, seu olhar estava perdidamente profundo, seus cabelos balançavam hora sim, hora não, por consequência do ventilador que balançava para lá e para cá. O homem respirava fundo enquanto uma lágrima caía de seu olho esquerdo, rolava em sua face e molhava seu antebraço. O barulho da hélice girando era a única coisa a ser escutada, o homem se levantou e se olhou no reflexo do espelho que decorava a frente micro-ondas, viu sua barba e cabelo grande, se virou e caminhou até a cortina que fechava a janela da sala, não entrava nenhuma luz, quando ele começou a caminhar lentamente toda a luz foi cortada, um barulho grave foi escutado...era o transformador perdendo toda a carga. Outra lágrima escorreu, mais uma suspirada carregada de fluxo e continuou sua caminhada.
Ao abrir a janela, a luz entrou iluminando toda a sala. Tudo parecia sem vida do lado de fora, apenas arvores e plantas cresciam em meio ao concreto, os carros já estavam tomados pela vegetação e enferrujados pela chuva. o Homem andou até a porta, saiu da casa e sentiu aquele vento gelado passar por ele, ele se ajoelhou em lágrimas que caiam com cadencia, olhou para o céu.
- Porque eu? - Disse o homem barbudo. - Porque eu tinha que ser o ultimo homem da terra? "
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